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Girlene Portela nasceu no sertão baiano, onde aprendeu, muito cedo, que as histórias também podem ser costuradas. Em Alinhavar, cerzir, coser, bordar: a vida tecida entre faltas e desejos - sua primeira obra literária - transforma a própria trajetória em uma reflexão sobre memória, pertencimento, perdas e reconstrução, convidando o leitor a reconhecer que toda existência é feita de fios que se rompem, de outros que irrompem e de mãos invisíveis que continuam a tecer a vida. Professora, pesquisadora, PhD em Educação e doutora em Psicanálise, dedicou sua vida ao estudo da linguagem, da escrita e da escuta humana. Publicou diversos livros e artigos acadêmicos sobre leitura, escrita e ensino, mas foi na literatura memorialista que encontrou uma forma de reunir, em um mesmo tecido, a menina do sertão, a professora, a pesquisadora e a psicanalista. Hoje, divide seu tempo entre a escrita e a clínica, onde faz de sua prática um exercício de cerzir e bordar histórias, memórias e afetos, auxiliando seus pacientes a ressignificarem suas faltas e seus desejos. Amante de gatos, fotografia, jardins, leitura e escrita, acredita que tanto as palavras quanto as plantas florescem quando encontram tempo, silêncio e cuidado.
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