O Guía Espiritual de Miguel de Molinos propõe um caminho interior rumo à contemplação perfeita e à paz duradoura, fundamentado na oração silenciosa e na aniquilación do ego. A obra é estruturada em torno de pilares essenciais como a resignação passiva diante das trevas e sequedades, a necessidade crucial de um diretor espiritual experiente para evitar enganos, e a prática da obediencia cega como antídoto contra o orgulho. O texto visa ensinar o crente a abandonar as falsas seguranças da sensibilidade e da meditação discursiva, substituindo-as por uma atitude de fé pura e silêncio interior que permite a Deus obrar livremente na alma. Por fim, o propósito supremo do tratado é guiar o espírito para além das penitências exteriores excessivas, alcançando a transformação mística e a união profunda com o Divino através do desapego e da entrega total.