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Graciliano Ramos, nascido em Quebrângulo, Alagoas, em 1892, foi uma figura marcante da literatura brasileira. Primeiro de quinze irmãos, mostrou desde cedo sua paixão por histórias, publicando seu primeiro conto aos 12 anos. Sua vida foi diversificada: trabalhou como revisor de jornais no Rio de Janeiro, geriu o comércio familiar e foi prefeito de Palmeira dos Índios, onde iniciou sua carreira literária com a publicação de "Caetés" em 1933. Ramos enfrentou a prisão sob acusações de comunismo em 1936, experiência que impactou profundamente sua escrita, refletida em obras como "São Bernardo", "Angústia" e o aclamado "Vidas Secas". Conhecido por seu estilo crítico e realista, Graciliano também explorou suas vivências em autobiografias como "Infância" e "Memórias do Cárcere". Apesar de sua morte em 1953, seu legado perdura, com obras que continuam a influenciar e a ser exploradas por novas gerações interessadas na rica tapeçaria social e cultural do Brasil.
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